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Mar
04

A coordenação PHPDF parte II – na minha ótica

Posted under Coordenação PHPDF, Geral, PHPDF
Como falei anteriormente assumi a função de coordenador do PHPDF e esta sendo sem dúvida alguma uma grande experiência, pharmacy clinic irei tentar reportar algumas ações e as percepções que tenho sobre as ações. Por dois motivos, um é para compartilhar a maneira que eu percebo que as coisas estão acontecendo no PHPDF e o outro motivo é para registrar o processo de mudança da comunidade.
* Agrupar pessoas por grupo de trabalho(GT)
Mesmo antes de me tornar coordenador sugeri isso na lista e logo fui retrucado por alguns que alegaram que isso foi tentado no passado e que não deu certo. Quando me tornei coordenador fiz questão de criar os GTs e tentar tudo de novo, talvez agora seja a hora correta, vamos ver onde isso vai dar 😉
Apareceu bastante gente pra montar os GTs e isso foi lindo, na reunião de definição dos GTs e como as pessoas estavam animadas com a proposta de mudança definimos os coordenadores de cada GT e resolvemos criar um plano de ação.
* Definir um plano de ação
Sei que a maioria do pessoal do PHPDF e dos GTs são técnicos e não pessoas com expertise em coordenar tarefas/equipes e sem dúvida isso seria um grande problema a ser enfrentado.
Definimos um período confortável de inicio e entrega dos planos de ação, definimos tambem uma ferramenta compartilhada para que todos pudessem preencher seus planos e ver os planos dos outros GTs
*  Conversar sobre software livre e economia solidária
Sei que não é hora ainda mas já começamos a falar sobre software livre e a cultura do conhecimento livre, essa é sem dúvida a tarefa mais complexa porque envolve o ego dos programadores. O programador hoje é considerado bom ou ruim de acordo com o conhecimento técnico que ele tem, então se há compartilhamento de conhecimento técnico alguns profissionais sentem se ameaçados e por isso se torna complicado essa cultura de compartilhar conhecimento. Sou a favor, do destaque profissional estar relacionado a como ele age e reage a determinadas situações e não apenas ao seu conhecimento técnico, afinal a época do nerd antisocial já passou.
Dec
26

A coordenação do PHPDF parte I

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Há algum tempo participei de uma seleção/entrevista para concorrer a uma vaga de trabalho e uma coisa que foi destaque no meu curriculo segundo um dos avaliadores, rubella cheap foi o fato de eu conhecimento relacionado a MPSBR e Scrum e a equipe estava pensando em implementar Scrum como metodologia de trabalho.

A equipe disse por várias vezes em reuniões que precisava de uma metodologia então era a hora de fazer a implantação de uma metodologia, phlebologist e Scrum seria talvez a escolha mais acertada pela maneira que a equipe ja trabalhava.

Tinhamos que fazer o piloto para validar algumas ideias que tinhamos então só depois apresentar para toda a equipe, para mostrar algo mais maduro e resultados da experiência feita. Resolvemos fazer o sprint de 1 semana porque teriamos mais pontos de controle e repetiriamos as atividades por mais vezes então assim foi feito…  por 2 semanas ficamos discutindo e ajustando expectativas e ideias sobre como implantar a metodologia.

Fizemos uma apresentação de Scrum para a equipe toda e levamos os dados que colhemos nas 2 semanas de experimentação. E foi bem aceita pela equipe, se mostraram interessados e comprometidos com a ideia. Então era só começar as atividades.

Na própria apresentação da metodologia proposta foi falado que o díficil não seria implantar e sim manter a metodologia. Sem dúvida foi a coisa mais díficil, com em todo grupo… as pessoas falam mais do que fazem e infelizmente foi isso que aconteceu.

Compramos os cartões para as atividades e as users historys, montamos o quadro com cartolina, pincel atómico e régua e foi minha primeira experiência prática de implantação de Scrum.

Definimos horários para nossas reuniões diárias e por algum motivo não lógico algumas pessas sempre tinham outros compromissos nos horários que definimos( inclusive elas mesmas definiram alguns horários ), mesmo assim continuamos com as reuniões diárias para alinhar a equipe sobre o andamento, problemas e soluções do projeto.

Sem dúvida a produtividade melhorou quando estavamos trabalhando com Scrum, ficou mais claro para todos que as coisas estavam acontecendo e sendo entregues e de como o trabalho de um indivíduo influência no trabalho de toda a equipe, conseguimos quantificar trabalhos realizados e a realizar, tinhamos datas para entregar funcionalidades e a comunicação da equipe melhorou.

Tinha tudo para dar certo trabalhar com Scrum, porque era uma equipe jovem, de pessoas que teoricamente teriam a cabeça aberta e queriam trabalhar de maneira otimizada, porém com o tempo foi acontecendo auto-sabotagem, percendo essa situação pensamos em reduzir então as tarefas já que alguns envolvidos não estavam comprometidos e

Chegamos a criar tarefas tão minimas que ate tenho vergonha de falar/escrever, mas criamos tarefa do tipo: “Enviar email para fulano para comunicar tal coisa”, “Ligar para fulano para ver como fazer tal coisa”  e mesmo assim em 1 semana não era finalizada uma tarefa tão simples, então a cada dia ficava mais claro que não era um problema de metodologia e sim de interesse pelo projeto, por várias vezes falei em reunião que não compreendia porque se demorava tanto tempo para fazer coisas tão simples, acreditem… ficamos mais de 1 mês para definir qual seria o texto de umas 10 mensagens.

Então sem dúvida não importa se seria implementado Scrum, RUP ou nada, daria no final das contas no mesmo lugar, na improdutividade e insucesso do projeto de desenvolvimento de software, não porque as metodologias são ruins mas porque não tinha uma equipe, na sua completude,  comprometida.

Mas é claro que houveram coisas muito boas nessa experiência, aprendi o seguinte:

  • As pessoas realmente falam mais do que fazem;
  • A comunicação é talvez o ponto mais falho de uma equipe de desenvolvimento de software;
  • As pessoas irão querem apontar o dedo na cara de outra caso aconteça algum problema, em vez de assumir que é parte do problema;
  • Nem todos que dizem compartilhar de conhecimento livre e todos as filosofias do software livre realmente compartilham;
  • Não adianta querer trabalhar profissionalmente com pessoas não profissionais, não invente de tentar, aceite a realidade, rs;

Essa experiência me trouxe boas oportunidades, fiz uma apresentação de Scrum no FNDE falando da minha experiência e mostrando o que mapiei de erros e acertos no processo e implantação.

Então deixo a dica que vale a pena implantar Scrum, mas é preciso ver quem são os envolvidos e o quanto eles querem verdadeiramente que seja implantado.
Desde a criação acompanho a comunidade PHPDF/PHPBrasília e nem sempre fui ativo por vários motivos, somnology por muitas vezes quis sair da lista de discussão e ate poderia explicar mas não vale a pena, o passado passou, vamos pra frente 😉

Os coordenadores do PHPDF renunciaram a coordenação e abriram a oportunidade de outras pessoas serem coordenadores e não sei porque algumas pessoas vieram falar comigo para que eu me candidatasse, de cara falei com todos que não, não tenho interesse.

Fui na reunião divulgada na lista e no site, fiz anotações relacionadas a falta de conteúdo útil na lista para levantar esse assunto, mas chegando na reunião tinham poucas pessoas e achei muito interessante esse fato, porque quando foi anunciado a renuncia dos coordenadores muitas pessoas falaram que iriam ajudar e alguns falaram que queriam ser coordenadores e na hora H não tinha quase ninguém, mas por que? será que é o fato de ter sido na Ceilândia em vez do Plano Piloto ou foi o fato de verdadeiramente as pessoas não quererem ajudar? Eu não sei responder isso, então vamos responder com o tempo 😉

Na reunião decidimos quem seriam os coordenadores e como seria nosso trabalho, criaríamos Grupos de Trabalho para nos ajudar na organização da comunidade, combinamos de antes de tomar decisões comunicar com todos os coordenadores para que estejamos alinhados, e assim aconteceu.

Uai, mas eu não tinha falado logo acima que não queria ser coordenador? É meus caros(as) as coisas mudam, rs. Chegando na reunião vi que tinha poucas pessoas e que não tinham experiência, pensei em sugerir de eu ficar como “consultor externo” mas o Augusto logo falou que seriamos coordenadores, discutimos algumas coisas e ninguém estava anotando nada, então logo vi que eu teria que ficar mesmo e que seria importante para a comunidade alguem com o meu perfil, então fiquei para a alegria de alguns e a tristeza de outros, rs 😛

Nossas primeiras ações:

  • Criar uma conta de email da coordenação para centralizar a administração de todos os serviços nessa conta, e na mudança de coordenadores passaremos o acesso a essa conta e tudo estará la centralizado;
  • Criar uma lista de discussão de coordenadores;
  • Criar uma wiki para definição de objetivos, metas, grupos de trabalho, ações, reuniões com pauta e resumo de reuniões;
  • Assumir a estrutura do PHPDF com os coordenadores anteriores;
  • Criar um texto de apresentação da nossa proposta de trabalho e enviar a comunidade;
  • Fazer uma convocação pública de pessoas para ajudar a comunidade fazendo parte dos GTs;
  • Fazer camisas para fazer o pessoal literalmente vestir a camisa da comunidade, rs( essa foi meio sem graça, mas gostei);
  • Montar os GTs e fazer reunião com todos para deixar claro qual será os objetivos, responsabilidades, ações e etc;
  • Criar lista de discussão para cada GT conversar sobre suas ações;
  • Tornar o coordenador de cada GT um membro da coordenação do PHPDF, trazendo representatividade de todos os GTs na coordenação.

Vou reportar aqui no blog minha opinião sobre o processo de coordenar uma comunidade de software livre e programação em PHP,  espero que possamos fazer um bom trabalho e trocar experiência com outras comunidades.

Ate agora esta tudo dando certo, vamos ver onde isso vai dar 😉